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O posicionamento da  restauração provisória não deve de forma alguma afetar a homeostasia dos tecidos moles, como demonstrado  pela ausência de sangramento à sondagem , que é um pré requisito para toda terapia restauradora.Os tecidos gengivais devem permanecer saudáveis durante todo o período em que a restauração provisória estiver na boca, o que muitas vezes pode ser demorado.Isto ocorre quando o tratamento envolve quaisquer  terapias associadas (endodôntica,periodontal,implantes etc.) ou se uma integração provisória verdadeira após modificações substanciais da natureza estético – funcional  precisa ser testada.

Diversos autores mantêm, sem especificar a razão, que a colocação da restauração provisória gera inflamação e recessão gengival, que diminui ou desaparece quando a restauração definitiva é colocada em posição. A inflamação ao redor das margens da restauração provisória não pode, na maioria dos casos, ser atribuída ao uso da resina acrílica. Ela é quase sempre resultado de um trabalho impreciso do clínico, que não verificou satisfatoriamente o contorno, adaptação marginal e lisura da superfície da restauração provisória.

A resina acrílica usada para construir a restauração provisória indiscutivelmente possui características de superfície menos favoráveis, do ponto de vista biológico, do que material usado na restauração definitiva. Contudo uma restauração provisória fabricada corretamente permite uma boa homeostasia gengival seja mantida.

Um fator de risco considerável é a reação exotérmica da resina acrílica que se desenvolve na fase da polimerização durante o reembasamento. O aumento na temperatura deve ser controlado pela irrigação abundante da restauração provisória e dos pilares com spray de ar/água.

Outro fator que pode comprometer a integração biológica da restauração provisória é a quantidade de monômero livre que pode permanecer em contato com os tecidos. Embora a quantidade seja mínima e a polimerização finalizada, esta situação pode surgir durante o reembasamento se a resina autopolimerizável for usada, o que pode causar sensibilidade ocasional como estomatite alérgica de contato.

A necessidade de tratamento protético geralmente é ditada pela necessidade de repor as restaurações inadequadas que causam inflamação tecidual. A inflamação confinada às estruturas superficiais algumas vezes permite que o paciente seja tratado apenas com terapia periodontal inicial e pelo posicionamento correto da restauração provisória. Nestes casos, a restauração provisória deve permanecer na boca por algum tempo até que uma melhora significativa seja observada na saúde gengival, promovida pela adaptação marginal correta e pelo desenvolvimento de um perfil de emergência ideal. A restauração provisória deve ser inspecionada periodicamente para verificar a validade dos contornos coronais e testar a capacidade do paciente em impedir o acúmulo de placa pela higiene oral adequada.

Esperar pela estabilização dos tecidos, pois somente depois será possível proceder com os preparos dentários e fazer as moldagens finais. Para tratar as margens subgengivais cariadas ou para restaurar a arquitetura correta dos tecidos moles e duros, é necessário em alguns casos fazer a cirurgia periodontal antes do tratamento protético ser realizado. Isto aumenta ainda mais o tempo necessário que as restaurações provisórias devem permanecer na boca.

Fonte: Tratamento Protético Volume 2
Autores: Mauro Fradeani / Giancarlo Barducci

A ausência de qualquer sangramento à sondagem, indica uma boa saúde periodontal
mesmo, se os tecidos ainda permaneçam um pouco irritados depois da cimentação.